21 de ago. de 2009

Tudo rodou, caiu, separou...


O som naquele instante era de uma orquestra alemã diante de um maestro de batuta longa e um tanto quebrada pelo tempo e pelas quedas que teve...
O início da tarde prometia, uma guerra com fim certo para o momento certo das nossas vidas.
Estava tudo marcado para as 13 horas daquela lua nova de algum mês na era em que homens caem, levantam na manhã seguinte, pensando e agindo da mesma forma!
Todos andam igual, sentem igual, incrível.

Olhei para frente quando sentei, um caminho cinzento se fez adiante, tudo passava a certa velocidade ao meu lado, todos indo em direção certa, sem olhar para trás.
Tudo segue um tanto desordenadamente.

O céu teimoso não estava de acordo naquele dia, azul, brisa leve, um oceano de boas idéias pairava ali, pensei em pegar uma, não alcancei!
Tive que criar uma sozinho, não foi difícil:

“Criar uma forma mais eficiente e eficaz para o encarar os planos a frente...”

O sol iluminou ali, eu tinha certeza se não fosse a luz do meu quarto acendendo, lembrando que tinha que colocar as tábuas, tijolos, vontades em relação a grande reforma dos meus sonhos...

Eu tinha a relação completa do que eu queria, tudo, tudo mesmo!
Só que continuava na inércia coletiva do faz-tudo mas não faz.

Lá nas entranhas do meu consciente, onde poderemos encontrar as grandes respostas para as nossas maiores dúvidas e medos, acredito lá estar, a causa desta reforma interna...

Quero fazer um pedido -
Fale mais alto, preciso ouvir bem para ter certeza!

Catei os chinelos, abri as janelas da alma, liguei as chamas da coragem, troquei os fios da meada, tomei a última vergonha na cara que tinha na geladeira que estava mais próxima...

Desci as escadas rumo ao primeiro passo desta grande jornada...