28 de nov. de 2009

Descobrimento do eu mesmo

Estranho esse lado de cá, onde precisamos ser a maior parte do tempo algo que não somos!

Criamos tipos para esconder a verdade, a fragilidade que ainda somos.

Nascemos sem nada, o que nos resta naquele instante da luz, é apenas o amor do ser que concebeu sua proteção.

Em seguida, passamos por aprendizado intenso, movimentos, cores, situações, perigos, verdades, mitos, vertigens, doenças, corridas, compras, amores perdidos, frustrações, alegrias, mortes, começo sem fim, músicas de uma nota só, amizades que ecoam pela eternidade...

Tudo no momento em que acontece parece aos olhos humanos algo intenso e eterno, no instante em que se finda, pareceu tão rápido quanto a chuva que cai sem vento num dia importante das nossas vidas...

Como todo o fruto, temos que vingar, temos que fazer brotar a semente deixada por outros acima de nós. Enfrentamos o desconhecido, passamos às vezes por cima da verdade, inventamos mentiras quase reais, estudamos, somos obrigados a aprender sobre o passado, entender uma fração do que o outro entendeu e acha que está certo, passamos por cima da verdadeira imagem, deixamos pra trás aquilo que mais buscamos...

Decorar, decifrar, nem sempre questionar, aceitar, ler, fazer tudo novamente, independente da ordem...somos apenas repetidores de comportamentos, não há inovação!

Interessante que para sermos aceitos num rótulo laborial temos novamente que inventar situações e inverdades...rabiscamos com pedaços de árvores em partes de onde um dia também já foi árvore...provavelmente o local de tal empreitada seja rodeado daquilo que um dia pertenceu a um complexo sistema de vida.

Dei-me conta que desde o princípio vivemos inventando, somos inventores da nossa vida, trazemos o palco das estórias mal contadas para próximo de quem amamos e como se já não bastasse, incluímos nossos sonhos e realidades nesse bolo de neve sem açúcar.

Somos aceitos, por ora, aceitaram nossas invenções e decorebas, criações de uma mente inquieta e ansiosa por provar o seu valor.

Mas qual valor?