Estranho esse lado de cá, onde precisamos ser a maior parte do tempo algo que não somos!
Criamos tipos para esconder a verdade, a fragilidade que ainda somos.
Nascemos sem nada, o que nos resta naquele instante da luz, é apenas o amor do ser que concebeu sua proteção.
Em seguida, passamos por aprendizado intenso, movimentos, cores, situações, perigos, verdades, mitos, vertigens, doenças, corridas, compras, amores perdidos, frustrações, alegrias, mortes, começo sem fim, músicas de uma nota só, amizades que ecoam pela eternidade...
Interessante que para sermos aceitos num rótulo laborial temos novamente que inventar situações e inverdades...rabiscamos com pedaços de árvores em partes de onde um dia também já foi árvore...provavelmente o local de tal empreitada seja rodeado daquilo que um dia pertenceu a um complexo sistema de vida.
Dei-me conta que desde o princípio vivemos inventando, somos inventores da nossa vida, trazemos o palco das estórias mal contadas para próximo de quem amamos e como se já não bastasse, incluímos nossos sonhos e realidades nesse bolo de neve sem açúcar.
Somos aceitos, por ora, aceitaram nossas invenções e decorebas, criações de uma mente inquieta e ansiosa por provar o seu valor.
Mas qual valor?