5 de mar. de 2011

Entre balanças


O Equilíbrio perfeito é difícil e chato!
Escrevo isso com a convicção de muitas vezes pender de um lado a outro de forma rápida demais e sinto que possa ser insalubre tal definição.

Sempre existe o equilíbrio, aliás se deus fosse um vendedor ambulante, desses de porta em porta, certamente venderia balanças...

Balanças de equilíbrio emocional, financeiro, e tudo aquilo que você acha que no momento está em desarmonia ou como queira chamar!

Por favor, quero uma para que eu possa equilibrar minha vontade seca de ter, fazer e acontecer tudo para ontem! Pare.

Balança nisso, balança mas não cai, talvez seja o provérbio do dia.
e que dia...uau!

Balancear as certezas proporcionalmente ao aumento dos erros e dúvidas, antes de tomar o caminho esperado como certo, sentar um pouco no chão, rabiscar alguns desenhos de canções do próximo outono talvez ao lado da promessa de imagens vitalícias de perfeição e de resumos risonhos da vez...

Nossa, que vontade de sentar agora mesmo e apenas sentir, respirar, deixar o ar pra trás deste filme duvidoso, do episódio próximo sem imperar, sem atacar o velho português da esquina gasta de tanto errar...


Ufa! Um alívio semelhante ao amanhecer de domingo de Carnaval, festa besta inventada para controle populacional, uma manhã calma como as ondas do mar na virada de nossos anos enigmáticos pelos distúrbios mentais alheios...

Balança mas não cai...esperança nunca morre...chão firme...areia nos olhos...estante de livros empoeirada...preciso faxinar meu quarto!

Pra fora da janelas folhas caídas, dando lugar a novos frutos...